Resolução

14/10/2009

Compreendendo que é de vital importância que o continente europeu busque uma relação harmônica;

Sabendo que o multilateralismo é de extrema importância é de extrema importância para o equilíbrio do continente;

Enfatizando os ideais dos governos democráticos;

Reafirmando o compromisso das nações em contribuir com a paz mundial;

Capítulo 1

Sobre os escudos antimísseis

Art. 1º – A instalação dos escudos antimísseis da Polônia e da República Tcheca serão adiados para um futuro indeterminado.

I – Sugerir-se-á a Organização do Tratado do Atlântico Norte a construção de um escudo marítimo. Este poderá ser instalado com o consentimento de todos no Mar Mediterrâneo ou no Mar Negro. A Federação Russa não irá se opor a esse escudo.

II- Será incentivada a negociação de um novo SALT, no caso, SALT 3, entre os Chefes de Estado russo e estadunidense, em que  uma significativa diminuição de ogivas nucleares deve ser alcançado.

Capítulo 2

Sobre as independências

Art. 2º – A Organização para Segurança e Cooperação na Europa sugere que tropas de paz da Organização das Nações Unidas sejam enviadas para a região da Ossétia do Sul e da Abkházia para garantir a segurança dos cidadãos locais.

I – Faz-se desnecessária a permanência do exército russo na região, tendo em vista que a soberania e integridade territorial da Geórgia devem ser preservadas.

II – A OSCE sugere que observadores da ONU sejam enviados para as regiões em conflito com o objetivo de produzir um relatório que terá como conteúdo a análise da necessidade e prudência da separação dessas regiões da Geórgia e se essas independências se fazem necessárias e viáveis para a resolução do conflito.

III – Os países da OSCE se dispõem a discutir a ajuda financeira para as regiões em questão.

Art. 3º Os países da OSCE reconhecem a independência gradual da região do Kosovo.

I – Os membros da OSCE que possuem condições econômicas ajudarão financeiramente a Sérvia e Kosovo para que ambos possam ser beneficiados. Essa ajuda será dada até que a economia desses países esteja consolidada.

II – A OSCE acompanhará e apoiará a formulação de uma constituição de caráter democrático.

III – Havendo uma minoria sérvia residente na região do Kosovo, a OSCE se propõe a auxiliá-la para que não se torne, também, uma minoria oprimida.

IV – Os membros da OSCE se prontificam a analisar casos de Independência de outros países em favor dos países afetados, caso a independência kosovar incite outras rebeliões ou revoltas.

V – A OSCE dará apoio e ajudará a região kosovar em realizar um referendo, que perguntará a população se esta prefere anexar-se a Albânia ou então por ser um país independente. À vontade da população será então estabelecida.

VI – A Organização recomenda a aptidão por parte da Sérvia e, principalmente, Kosovo, em aceitar ajudas bilaterais.

Art. 4º Considera plausível que armênios possam transitar livremente pelo Monte Arat;

Parágrafo único – A fronteira entre Azerbaijão, Turquia e Armênia será aberta ao fluxo comercial entre estes países.

Capítulo 3

Sobre a expansão da OTAN

Art. 5º – OS países membros da OSCE que também estão na OTAN se comprometem a fazer um esforço para que a extensão da Organização no Leste Europeu será interrompido por tempo indeterminado.

Resolução aprovada por cinquenta países, havendo uma abstenção e uma reserva feita pela delegação da Bulgária.

Viena, 13 de agosto de 2009.

Notícias dos Bálcãs

05/10/2009

A Bósnia vem enfrentando dificuldades de obtenção de recursos. A União Europeia, a maior fornecedora de ajuda, demora a liberar recursos para o governo bósnio, uma vez que a complexa burocracia europeia envolve duas instâncias diferentes de poder a quem reportar. Como resultado, os Estados Unidos se tornaram o principal alvo de demandas, que são atendidas com maior facilidade.

Em meio a essa situação, o vice-presidente americano Joe Biden visitou os Bálcãs em maio. A visita incluiu Bósnia, Sérvia, Kosovo como tentativa de aproximar os Estados Unidos dos países da região ao oferecer apoio para a integração à União Europeia e à OTAN. O mandato das forças de segurança na Bósnia foram prolongadas por mais um ano em novembro de 2008. A missão de paz da União Europeia tem como objetivo manter o acordo de paz de Dayton de 1995, que pôs fim à Guerra Civil.

Em abril deste ano, o presidente sérvio Boris Tadic visitou Kosovo pela segunda vez desde que este se declarou independente. Em uma cerimônia no monsteiro sérvio de  Visoki Decani, ele declarou: “My message today in Decani is a message of peace for Serbs, peace for Albanians, peace for all people living in Kosovo, in our Serbia”. Em outubro de 2008, a Sérvia entrou com ação na Corte Internacional de Justiça questionando a declaração unilateral de independência kosovar, reconhecida por quase sessenta países.

Fontes: http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/7742233.stm; http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/8004622.stm; http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/8057074.stm.

DPO 2

30/09/2009

Caros delegados,

Como alguns de vocês vêm enfrentando dificuldades com o DPO, segue algumas informações.

1- O DPO deverá ser entregue à Mesa na Revisão de Regras. Os DPOs estarão disponíveis para os outros delgados consultarem, ou seja, não coloquem estratégias secretas de negociação.

2- Como nem todos os países possuem um posicionamento claro sobre os temas do comitê, tais delegações devem deduzir seu posicionamento a partir dos princípios de política externa de seus países. No entanto, caso esteja excessivamente dificultoso posicionar sobre os três tópicos da agenda ou caso acredite que a discussão de um dos tópicos não seja importante para seu país, o delegado pode omitir-se a cerca de um dos tópicos no DPO. Vale ressaltar que a falta de um posicionamento claro não exime o delegado de não participar das discussões.

3-Recomendo algumas fontes de pesquisa para princípios de política externa. Em primeiro lugar, Ministério das Relações Exteriores; discursos na Assembleia Geral da ONU (http://www.un.org/ga/64/generaldebate/2309.shtml). Sites auxiliares como foreignpolicy.com, CIA World Factbook e a OSCE servem como pontos de referência confiáveis. Por fim, fontes confiáveis de informação como Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, BBC, The Guardian, New York TImes, Washington Post, Le Monde, Le Figaro e El Pais servem como fonte de informação sobre os temas e contêm análises sobre política externa. Acessem também os links disponíveis no site do Itamaraty (http://www.mre.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=414&Itemid=419).

4-Tentem utilizar linguagem simples, sem parágrafos frasais e sem frases gigantescas. Se possível, coloquem o brasão do Ministério das Relações Exteriores ou o escudo de armas (disponível no CIA World Factbook).

No mais, continuem estudando e mandando dúvidas.

Modelo de DPO

25/09/2009

País: China

Comitê: Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE)

Representante: Breno Vieira

Escola: Colégio Estadual José Maria da Silva Paranhos – Santa Maria do Suaçuí (MG)

A República Popular da China vê as questões de segurança no Cáucaso, no Leste Europeu e na Europa como de extrema importância e, por isso, se sente extremamente satisfeita de fazer parte dessa reunião. As tensões geradas entre Rússia e Estadas Unidos durante o ano de 2008 são fonte de instabilidade não só para os chineses, mas para a paz mundial, uma vez que retoma o medo de uma nova Guerra Fria, que assolou o mundo por 45 anos. Assim, a China pretende contribuir de maneira positiva com o debate a fim de se chegar a um consenso quanto aos conflitos geopolíticos.

A China, por sua posição geográfica, possui uma estreita relação econômica, política e estratégica com a Rússia. E por razões econômicas, a China é grande parceira dos Estados Unidos da América. Dessa forma, a China possui uma relação de neutralidade na tensão atual entre Rússia e EUA. A recessão econômica e a tensão étnica na Ásia Central representam ameaças diretas para o nosso país, uma vez que a região é fonte de grupos insurgentes, além de vender para nós grandes quantidades de gás natural.

Três pontos da política externa  chinesa são relevantes para as discussões. Em primeiro lugar, a China adota o princípio de não-intervenção nos assuntos de outro Estado, ou seja, respeita a soberania do todos os Estados. Em segundo lugar, defendemos a coexistência pacífica em prol de um mundo mais justo e sem conflitos. Por último, a estratégia de não-alinhamento com nenhuma potência ou aliança militar, de modo que a China se mantém neutra em questões de segurança. Dessa forma, no comitê, tais pontos serão utilizados para defender a redução das tensões entre Rússia e Estados Unidos e para manter a estabilidade entre os membros da Organização. Ademais, a China adotará uma estratégia de fortalecimento dos fóruns multilaterais de segurança, principalmente a própria Organização para Cooperação e Segurança na Europa e a Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Em relação à Ásia Central, a China liderou a criação da Organização para a Cooperação de Xangai, voltada para a promoção de laços econômicos, políticos, culturais e sociais entre Rússia, China e os países da Ásia Central. Assim, através deste fórum, houve avanços no combate ao extremismo e na promoção estratégica. Ademais, a China possui laços econômicos fortes com a maioria dos membros da OSCE, o que reforça o nosso desejo de se construir um mundo solidário, pacífico e voltado para o desenvolvimento de todas as nações.

Aviso de suma importância

21/09/2009

Srs. delegados,

Em virtude da recente decisão do governo estadunidense de cancelar a construção dos escudos, o comitê tomará um viés histórico. Assim, a simulação do comitê ocorrerá nos dias 10 a 13 de agosto de 2009. Portanto, os debates deverão ocorrer sem os fatos posteriores ao dia 10 de agosto, devendo os senhores deconsiderá-los nos debates.

Ademais, gostaria que os senhores dessem alguma reposta aos posts publicados para que eu possa atender às demandas dos senhores delegados.

Atenciosamente,

Breno Vieira.

Links complementares

09/09/2009

Senhores delegados,

Visto que falta um mês para o início do Mini-ONU, imagino que todos já puderam ler o guia de estudo. Por isso, segue abaixo alguns links com artigos complementares sobre os temas a serem tratados no comitê.

http://www.allacademic.com//meta/p_mla_apa_research_citation/0/9/8/3/5/pages98355/p98355-8.php

http://www.nybooks.com/articles/21991

http://www.realinstitutoelcano.org/wps/portal/!ut/p/c5/04_SB8K8xLLM9MSSzPy8xBz9CP0os3jjYB8fnxBnR19TE2e_kECjIFcjAwgAykdiynuEGsLk8ev288jPTdUvyI0oBwCJV0Fg/dl3/d3/L0lDU0lKSWdra0EhIS9JTlJBQUlpQ2dBek15cUEhL1lCSlAxTkMxTktfMjd3ISEvN18zU0xMTFRDQU01NENOVFEyU0gzMDAwMDAwMA!!/?WCM_PORTLET=PC_7_3SLLLTCAM54CNTQ2SH30000000000000_WCM&WCM_GLOBAL_CONTEXT=/wps/wcm/connect/elcano/elcano_in/zonas_in/europe/ari76-2009

http://www.realinstitutoelcano.org/wps/portal/!ut/p/c5/04_SB8K8xLLM9MSSzPy8xBz9CP0os3jjYB8fnxBnR19TE2e_kECjIFcjAwgAykdiynuEGsLk8ev288jPTdUvyI0oBwCJV0Fg/dl3/d3/L0lDU0lKSWdra0EhIS9JTlJBQUlpQ2dBek15cUEhL1lCSlAxTkMxTktfMjd3ISEvN18zU0xMTFRDQU01NENOVFEyU0gzMDAwMDAwMA!!/?WCM_PORTLET=PC_7_3SLLLTCAM54CNTQ2SH30000000000000_WCM&WCM_GLOBAL_CONTEXT=/wps/wcm/connect/elcano/elcano_in/zonas_in/europe/ari72-2009

http://www.pucminas.br/imagedb/conjuntura/CNO_ARQ_NOTIC20070516103934.pdf?PHPSESSID=12b4481d9901e8b6017ee3c41bb1cd

http://geografiaconservadora.blogspot.com/2008/08/balana-de-poder-russa.html

http://www.oilandglory.com/2009/05/balance-of-power-in-former-soviet-union.html

http://www.unc.edu/depts/diplomat/item/2007/0406/gran/granger_russia.html

http://csis.org/files/media/csis/pubs/080717_graham_u.s.russia.pdf

Reitero minha disponibilidade para eventuais dúvidas nas pesquisas e na elaboração de DPO’s através do email da OSCE e do Orkut.

Ataques Suicidas no Cáucaso

23/08/2009

Dois ataques suicidas ocorreram recetemente no Cáucaso nas províncias russas do Daguestão no dia 16 de agosto e da Tchetchênia no dia 21. A região controlada pelo governo central russo vem enfrentando ataques terroristas, que buscam a independência das pronvíncias autonômas.

Medidas adicionais de segurança foram anunciadas pelo governo russo no dia 18 para reforçar o policiamento e conter novas explosões.

FONTES: Folha de São Paulo, 22/08/09, p. A27, caderno Mundo; http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/8206886.stm.

Guia de Estudo

15/08/2009

Caros delegados,

Aparentemente, está ocorrendo algum problema com o link do Guia de Estudos. Então para aqueles que estão com dificuldades, vocês podem acessá-lo através da página da PUC http://www.ri.pucminas.br/2009/index.php?pasta=espaco&arquivo=guias e clicar em cima do comitê OSCE.

Quaisquer dúvida ou complicações por favor entrem em contato.

Abraços,
Breno.

Mapas 3

05/08/2009

Seguem os mapas dos Bálcãs e do Leste Europeu.

OBS: O segundo mapa está desatualizado em relação à Sérvia, uma vez que Montenegro já é um Estado independente.

Leste EuropeuBálcãsOtan em 2009Sistema de escudo anti-mísseis dos EUA

Nova rodada de tensões entre EUA e Rússia

02/08/2009

Na terça-feira 28 de julho, um oficial do Ministério de Relações Exteriores da Rússia disse que qualquer participação dos EUA na missão de monitoramento da União Europeia na Geórgia seria considerada extremamente danosa, além de aumentar a possibilidade de um novo ciclo de violência na fronteira com Abhkázia e Ossétia do Sul.

A participação americana na missão teria como consequencia uma nova fonte de atrito, em um momento em que os EUA tentam arduamente reestabelecer relações pacíficas com o país euro-asiático.

Já a Geórgia deseja a participação americana na missão, composta de 246 civis desarmados que reportam qualquer tipo de violência na fronteira entre a Geórgia e as províncias separatistas. Oficiais americanos ainda não decidiram sobre a participação, mas considerará caso a União Europeia faça um convite formal, o que não ocorreria antes de outubro.

A missão de observação foi criada como parte cessar-fogo mediado pela França em agosto de 2008. A duração foi prorrogada por mais um ano no dia 27 de julho. Forças russas e separatistas mantêm as patrulhas afastadas do territrório da Abkházia e da Ossétia do Sul.

Durante a visita do vice-presidente do EUA, Joe Biden, à Geórgia, a Rússia declarou que tomará medidas concretas caso a Geórgia se rearme e que fortalecerá cooperação militar com qualquer país que vender armas à Geórgia. A declaração russa foi uma resposta a um suposto pedido da Geórgia feito aos EUA para reconstruir sua capacidade militar. O pedido não foi confirmado, porém Biden manteve o apoio político ao presidente geórgio: “Nós, os Estados Unidos, apoiamos vocês na sua jornada para uma Geórgia segura, livre, democrática e unificada”.

Analistas acreditam que a visita de Joe Biden ao país garantiu a permanência de Mikhail Saakashvili no cargo de presidente, ao passo que suas tentativas de ingressar na Otan e suas visitas a potências ocidentais diminuiram fortemente. Internamente, está ocorrendo uma reconfiguração de apoio popular e político.

Fontes: http://www.nytimes.com/glogin?URI=http://www.nytimes.com/2009/07/29/world/europe/29russia.html&OQ=_rQ3D1Q26refQ3Deurope&P=362e7c91Q2Fvxqfv5Q2AYi%29Q2AQ2ArHvHTTQ26vT,vHQ26vxQ2A%29Q2F5vqX%29Q2AmqvHQ26%29Xii8ZQ25-rCQ2F; http://www.guardian.co.uk/world/2009/jul/23/russia-warns-us-over-georgia; http://www.guardian.co.uk/world/2009/jul/07/obama-russia-first-trip; http://www.nytimes.com/2009/07/27/world/europe/27georgia.html?ref=europe.